Serv Social

19ª Conferência Mundial de Serviço Social

“O desafio de concretizar direitos numa sociedade globalizada e desigual”

16 a 19 de agosto de 2008
Salvador – Bahia – Brasil


SAÚDE NA ORGANIZAÇÃO POLÍCIA MILITAR

 A saúde do Policial Militar é particularidade da organização Policial Militar que merece a atenção do público interno e de toda a sociedade. O Serviço de Saúde da Polícia Militar possui uma estrutura completa formada por profissionais das mais diversas áreas e é composto por oficiais e praças pertencentes aos Quadros de Saúde. A atenção à saúde do Policial Militar começa no primeiro momento da vida profissional com os exames preliminares, estendendo-se pelo resto da vida, desde que a passagem pela junta médica é condição “sine qua non” para a inatividade e mesmo na condição de inativo, continuará vinculados  ao serviço de saúde da Corporação e à rede de conveniada. Essas considerações são necessárias porque infelizmente alguns ainda alimentam a idéia de que prioridade só para o serviço operacional, o resto mereceria a extinção pura e simples. A missão constitucional da PM sem dúvida é o Policiamento Ostensivo devidamente caracterizado. O cumprimento desta missão, espinhosa e difícil por natureza, não é pra qualquer um, pois exige condições especiais, físicas e psicológicas, merecendo um serviço de saúde diferenciado, para que com tranqüilidade e confiança exerça a sua missão.
Todo o potencial que hoje dispomos na Polícia Militar, um Hospital de referência com os mais capacitados profissionais, um moderno Centro Odontológico, um Laboratório equipado com aparelhos de última geração, Serviços de Enfermagem, Serviço Social, Farmacêutico e Psicológico, entre outros, teve início com a construção dos módulos principais destinados a abrigar o Hospital e demais dependências em regime de mutirão pelos próprios Policiais Militares. Tudo o que atingimos é fruto do trabalho e do idealismo. O nosso patrimônio na área de saúde cresce a  cada dia, mas em tempos atrás chegamos a ficar à mercê do atendimento nas filas dos SUS, o que de certo modo foi um estímulos para que algo fosse feito em favor da saúde na Organização Polícia Militar.
Ainda guardamos marcas dolorosas dos sofrimentos passados. As constantes greves, o órgão da previdência estadual (IPASGO) inviabilizado, os laboratórios se negavam a fazer os exames, faltava leitos hospitalares e os que existiam eram limitados, tudo isto pertence ao passado, graças a Deus e à sensibilidade dos atuais governantes. Foram tempos duplamente sofridos, além das paralisações que afetavam toda a população, o estado de alerta era constante para permanecermos de prontidão nos Quartéis, deixando nossos familiares atribulados.  Vivemos atualmente em outro contexto, não só com o que ajudamos a construir através do esforço conjunto, mas também pela melhoria dos serviços conveniados à rede estadual de saúde.
O Serviço de Saúde é essencial para a família miliciana. Se não existissem esses dedicados profissionais de farda branca, estaríamos sujeitos às crises a cada mudança de governo, não teríamos tranqüilidade principalmente para o atendimento aos nossos familiares e mais, não teríamos nem mesmo como ser promovidos, haja vista que somente a Junta de Saúde da PM pode nos considerar “aptos” ou “inaptos”aos novos postos ou graduações. O grau de satisfação de toda a tropa passa pelos serviços de saúde. Quando um PM sai para as diversas frentes de serviço, parte tranqüilo, pois sabe que na retaguarda ficará protegido, na certeza de que pode contar com  atenção à saúde, constituindo assim uma espécie de compensação salarial.
Acredito que não só o Governo, mas o Comando da Corporação, toda a família miliciana, enfim, a comunidade goiana, só tem a ganhar com o elevado padrão alcançado pelos órgãos ligados à Diretoria de Saúde da Sesquicentenária Polícia Militar goiana. Urge que novas medidas sejam tomadas pelo Governo, principalmente quanto a oferecer condições de crescimento da oferta de serviços aos Policiais Militares ativos, inativos e familiares. Por exemplo, realizar novos concursos para o Quadro de Saúde, principalmente para o Quadro Multiprofissional (Biomédico, Psicólogo, Assistente Social, Enfermeiros e Farmacêuticos), cujo último concurso foi realizado em 1994, havendo necessidade de preenchimento das 25 vagas existentes só para oficiais do quadro Multiprofissional, além dos claros existente para o quadro de médico e odontólogos.

FRANCISCO DE ASSIS ALENCAR – CEL PM R
RG 4.644 PM/GO

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