Lute pelo possível, o ideal pode esperar

“Prisões psíquicas”, “prisão em si mesmo”, “celas psicológicas”, “desconexão consigo mesmo”, expressões comuns aos estudiosos do psiquismo, cujo significado transcende a esfera psicofísica, constituindo-se em objeto de estudos no plano espiritual. Braços dados com os terapeutas comportamentais, com psicólogos, psiquiatras e estudiosos do psiquismo humano, os benfeitores espirituais encaminham pelos canais da mediunidade informações minuciosas sobre nossas mazelas psíquicas, colocando-nos frente a frente com o maior responsável por todas as aflições e o único causador de todos os infortúnios, ou seja, nós mesmos.

Não precisa ser doutor ou possuir títulos acadêmicos para captar a mensagem oriunda do plano maior. Essencial que se tenha bom senso para analisar a lógica dos conteúdos. Com mente aberta e desprovida de preconceito, veremos a ciência e a religião como as duas alavancas da inteligência humana: uma revelando as leis do mundo material e a outra as do mundo moral, mas todos, sem exceção, devemos esforçar-nos por abrandar a expiação dos nossos semelhantes, de acordo com a lei de amor e caridade”. (E.S.E. Cap. I item 8 e Cap V Item 27).

Os benfeitores espirituais vêm em nosso auxílio para que nos libertemos Propecia buy das malfadadas cadeias psíquicas criadas por nós mesmos. “A não aceitação de si mesmo”, “a idealização” e “a negação dos sentimentos”, situações conflituosas que alimentamos em nosso mundo interior.

Autoaceitação significa aceitar-se por inteiro, com as qualidades e com os defeitos, admitir que carregamos algo desagradável e censurável, mas admitir com amor e sem reprovação. Aceitar-se sem culpa apesar de tudo. Geralmente por não aceitarmos o nosso lado obscuro, criamos defesas psíquicas que nos fazem acreditar sermos o que ainda não somos.
O processo de autoencarceramento psíquico tem vários estágios. O instrutor espiritual José Mário ensina pela psicografia de Wanderley Soares de Oliveira na obra Quem sabe pode muito, quem ama pode mais que a “idealização” acontece em relação a si próprio e também em relação às outras pessoas. Quando nos desconectamos das nossas reais possibilidades, passamos a idealizar, fugindo da tarefa mais importante pela qual nascemos, que é aprender a amar, inclusive a si mesmo. Amar como se é, mesmo não sendo o que idealizou ser.
A negação dos sentimentos acontece porque ainda não sabemos oferecer um tratamento amoroso a nós mesmos. Não sabemos ouvir os próprios sentimentos. A nossa conexão espiritual passa pelo processo de escuta de nós mesmos. Nossos sentimentos traduzem as leis naturais da vida, por eles escutamos Deus e quais planos Ele tem para cada um de nós.
Os bondosos amigos espirituais nos orientam também como nos livrarmos das armadilhas psíquicas. Esclarecem-nos que devemos lutar para conhecermos um pouco mais a nossa intimidade, ouvirmos a voz do coração e termos mais atenção aos próprios sentimentos através do diálogo interior. Olharmos os nossos sentimentos sem cobrarmos tributos morais. A única razão para nos envergonharmos é a de não fazermos nada para transformar nossa natureza egocêntrica, sob a qual ainda nos encontramos escravizados.

Lute pelo possível, aceite-se tal qual é, faça a possível reforma íntima, reconhecendo-se como um ser espiritual em evolução. O ideal em nosso mundo de provas e expiações é uma meta, um objetivo que pode esperar. Lá chegaremos no devido tempo quando estivermos preparados e amadurecidos psiquicamente.. Um dia chegaremos lá, assim como os filetes d’águas de um regato seguem o mesmo destino das águas caudalosas de um rio, misturando-se ambas no imenso oceano.

Francisco de Assis Alencar é Cel PM R

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