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Assistentes sociais: profissionais a serviço da vida digna
Posted by assisalencar in SERVIÇO SOCIAL on 16 de abril de 2008
É com grande alegria que neste 15 de maio, dia do assistente social, saudamos os assistentes sociais do Brasil. Saudamos a UCG e todas as universidades que formam estes abnegados profissionais Brasil afora. Queremos destacar a importância do profissional desta área que desenvolve um trabalho árduo, sério, competente, caloroso, efetivo e verdadeiro na formação de homens e mulheres capazes de enfrentar a enorme problemática social vivenciada pela população goiana/brasileira, especialmente, àquela sem eira nem beira, excluída e marginalizada.
Os assistentes sociais emprestam suas vidas a conscientizar, alertar e conhecer a vida de seus semelhantes, e assim abrir caminhos para possibilitar um melhor encaminhamento e solução dos problemas de uma grande parcela da sociedade que são tratados de forma diferente. Profissionais que entreajudam a superar políticas manipuladoras e demagógicas para políticas públicas sociais promotoras do desenvolvimento social para todos homens e mulheres das cidades e dos campos. O desenvolvimento econômico só tem sentido com o desenvolvimento social integrado.
Nesse mais de meio século de regulamentação da profissão, o que é mais intrínseco à natureza dessa profissão, e que vem se confirmando no intercurso desses anos: a luta contra o desemprego, contra as desigualdades e contra a violência. Um compromisso tríplice tomado como distintivo da ação desse profissional. O debate sobre a superação das desigualdades sociais injustas e pela construção de uma nova sociedade sem explorados e sem exploradores. Sociedade de cidadania, promoção humana e assistência social verdadeira (SUS, Suas, conferências, conselhos, fóruns, movimentos sociais).
Críticos e comprometidos com a justiça social, com a realização de direitos humanos e com a ampliação da cidadania, o desempenho do assistente social justifica-se integralmente em uma sociedade onde a questão social reflete-se na vida de milhões de famílias e indivíduos. Após 70 anos de existência e 50 anos de regulamentação no Brasil, o Serviço Social identifica-se como a profissão cujos profissionais combatem, por ofício e por decisão ético-política, todas as formas de violação de direitos, discriminação e subalternidade. Os assistentes sociais executam suas atribuições com um ensejo claro: uma sociedade justa, formada por homens e mulheres completos, construída como manifestação não só de resistência às formas de violência, de ataque à dignidade humana, mas de consolidação de direitos sociais, culturais, econômicos e políticos.
Igualdade, trabalho e empenho contra todas as formas de violência e exclusão são disposições que atestam a importância desse profissional na reivindicação e na defesa pública das políticas sociais como resultado de seu pacto com os sujeitos protagonistas. Concebida e edificada historicamente, no palco de contradições sociais dentro da economia capitalista, o serviço social hoje é demarcado por essa intencionalidade profissional clara, amadurecida pelas lutas e conquistas no campo dos direitos, tantas vezes reconhecidos, mas nem sempre constituídos.
Neste dia do assistente social ressaltamos mais uma vez a importância de cada um e de todos/as. É importante que o mundo do serviço social tenha consciência que o resgate da história de 50 anos de profissão regulamentada deve ser retomado a partir da sua importância no presente, na vida de seus usuários, no empenho pela composição de direitos, no combate cotidiano a toda forma de injustiça. Somente com esse parâmetro, é possível estabelecer o futuro que ensejamos para a profissão e para nós, profissionais.
No entanto, há um contexto também tríplice de desafios para a profissão: fortalecimento de nossas entidades organizativas, incremento na qualidade da formação profissional, e empenho pela conquista de respeito profissional e ampliação do campo profissional e adequadas condições de trabalho. De saída, é preciso confirmar que a sociabilidade que defendemos exige uma intervenção qualificada, desprovida de preconceitos, municiada com saberes específicos, baseada na inteligência contida nos princípios éticos fundamentais, a favor da eqüidade e da justiça social, da universalidade de acesso aos bens e serviços. O compromisso com os interesses da população usuária não se realiza sem competência técnica (saber pensar, refletir e fazer), ética (saber ser, ter, comportar, ver e agir) e política (saber participar, organizar, partilhar e realizar o bem comum).
Esse compromisso deve sempre converter-se em uma intervenção direcionada na defesa dos direitos sociais numa conjuntura que, nos dias atuais, merece destaque pela transformação em curso, capitaneada por um projeto de Estado que tem referência máxima na cidadania e na democracia por um projeto de governo que tem compromisso político-programático, que fomente a consolidação dos direitos humanos.
Para além do discurso, o que nos anima a comemorar com esperança o dia do serviço social, é justamente conviver com o processo contemporâneo de reorganização, racionalização e ampliação de políticas sociais públicas que conformam hoje uma rede de proteção social no País nunca antes consolidada. O traço fundamental dessa história, escrita dia após dia no presente, é a mescla dos valores da ética, da democracia, da justiça social e da solidariedade humana com uma ação política republicana nascida de um pacto federativo comprometido com a universalização da cobertura de proteção social à população usuária de direitos e deveres sociais.
Nesse sentido, ser assistente social é rebelar-se contra a história de predomínio da indiferença e, ao olhar para o passado, construir no presente, em uma trajetória de responsabilidade civilizatória, o futuro que todos ambicionamos: cultura da paz, justiça social, oportunidades e chances iguais, progresso material e espiritual e assim o desenvolvimento sustentado para homens e mulheres do planeta azul. E neste dia é importante lembrar nomes como o de dom Fernando, dom Antônio, d. Washington, d. Antonieta, Eline, Tina, Maristela, Aparecida, Orelina, Terezinha, Athos, Regina, Climaco, Mariana, Regina Sueli, Sandra Faria, Neimy, Walderez, Maísa, Carmem, Eleusa, Marilene, Omari, Darci, Zezé, Leile, Gláucia e tantos e tantos nomes de gente lutadora, briosa, que fizeram e fazem história no Serviço Social.
Parabéns, assistentes sociais que fazem, todos os dias, com que a chama da esperança se renove dentro de cada um de nós e de todos brasileiros das cidades e dos campos/cerrados. Escolher a vida digna de ser vivida hoje e sempre porque um outro mundo é possível e desejável. História, memória, identidade e compromissos na vida e no trabalho, na família e na comunidade, nas universidades e na sociedade que queremos sempre mais e melhor, justa e fraterna. Vocês são pessoas, sujeitos, protagonistas e assim portadores de muitas alegrias e esperanças neste século XXI. Muitas, mil felicidades. Hoje e sempre.
Pedro Wilson Guimarães é deputado federal PT/GO. Ex-prefeito de Goiânia. Professor das universidades Católica e Federal de Goiás.
15 de Maio: Dia do Assistente Social
Posted by admin in SERVIÇO SOCIAL on 15 de maio de 2007
O Serviço Social nasceu da necessidade do enfrentamento do conjunto das expressões das desigualdades da sociedade capitalista. Estas expressões caracterizadas como questões sociais (fome, desemprego, falta de moradia, etc.) é que constituem o objeto de trabalho do assistente social.
A prática profissional em seu surgimento, esteve por muito tempo ligada ä Igreja Católica que trabalhava as questões sociais de forma assistencialista. Nesta época, as mocas de famílias nobres saíam de suas casas para dar esmolas e fazer visitas aos pobres e eram assim conhecidas com “damas de caridade”.
A partir da década de 60 a prática profissional foi rompendo laços com a Igreja Católica e sendo repensada de forma mais técnica e científica dentro da universidade. Assim, as escolas de Serviço Social começaram a trabalhar os estudantes como futuros profissionais que seriam preparados para serem planejadores, executores e avaliadores das políticas sociais.
Apesar de toda essa trajetória, algumas pessoas ainda pensam erroneamente que o assistente social é um profissional que faz caridade. Isso acontece porque muitas pessoas não conhecem a fundo os seus direitos. Desse modo, quando o assistente social viabiliza o acesso aos direitos sociais garantidos em lei, ele é tido muitas vezes como uma pessoa bondosa.
Dentre as atribuições do assistente social, de acordo com a lei nº 8.662/93 (Lei de Regulamentação da Profissão) destacam-se:
· Elaborar, implementar, assessorar, coordenar e executar as Políticas Sociais, públicas, privadas e filantrópicas, no âmbito da seguridade social (Saúde, Assistência e Previdência) e, ainda, no Meio Ambiente, na Habitação, no Lazer, na Educação e outras;
· Elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos na área do Serviço Social;
· Pesquisas e estudos que possibilitem o conhecimento da realidade social;
· Prestar assessoria e consultoria aos órgãos da administração pública, direta e indireta, empresas e movimentos sociais.
Vale lembrar que para exercer essa profissão a pessoa deverá ingressar na universidade e após quatro anos de estudos acadêmicos se inscrever no Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) que o credenciará para assumir as competências privativas de assistente social.
Hoje a profissão de Serviço Social é vista por alguns como a “profissão do futuro”, sendo assim, vale a pena ser também um profissional do futuro, com a preocupação não somente com o que virá pela frente, mas principalmente com a presente realidade social dos que precisam deste serviço.
Texto: Nélia Ferreira – SD QPPM há sete anos e acadêmica do 7º período de Serviço Social da Universidade Católica de Goiás e estagiária do Departamento de Serviço Social/DS-PMGO.
Princípios da profissão
Reconhecimento da liberdade como valor ético central;
Defesa dos direitos humanos;
A democracia como valor universal;
A equidade e a justiça social ;
O pluralismo e o direito à dirença;
Combate a todas as manifestações de discriminação e preconceito
A busca da inserção social de todos os indivíduos;
Compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população.
O que faz o Assistente Social?
Estuda a analise a realidade das pessoas e grupos de pessoas, propondo medidas e prestando serviços sociais (que venham ao encontro às suas necessidades).
Informa aos usuários de seus serviços sobre programas sociais disponíveis na Instituição onde atua, tornando-os acessíveis a todos os que deles necessitam;
Elabora, coordena e executa ações nas áreas de Saúde, Previdência, Educação, Habilitação, Assistência Social e seu público-alvo, crianças e adolescentes, portadores de necessidades especiais e segmentos de baixa renda;
Elabora a gerencia políticas públicas;
Formula e executa planos programas e projetos sociais;
Preta orientação social (consultoria) a indivíduos e grupos sociais.
Departamento de Serviço Social – DS:
A integralidade humana demanda uma atuação interdisciplinar, o Assistente Social é um profissional de saúde (Resolução nº 287 de outubro de 1998 – Ministério da Saúde) que responde a demanda social dos usuários do serviço de saúde no processo de adoecimento e na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde.
Inserido nesse contexto intervém:
Promovendo a intercomunicação entre profissionais de saúde e usuários;
Elaborando o diagnóstico sócio-cultural dos usuários;
Facilitando o acesso aos direitos sociais e humanos;
Na gestão e participação do programas de saúde;
Supervisonando acadêmica de Serviço Socail;
Desenvolvendo atividades sócio-educativas;
Participação em conselhos e eventos afins.
Programs coordenados pelo Departamento de Serviço Social / DS
Programa de atenção integral à saúde do Policial Militar (PAISPM)
Programa Saúde para Diabético (PSPD)
Importante
Para maior comodidade o usuário do Departamento de Serviço Social / DS, deverá agendar consulta social, pessoalmente e/ou via fone: 201-1400 ramais 136 e 139
Equipe de Assistentes Sociais
Major Vânia Maria Rodrigues Alencar
Sargento Maria Sueli da Silva
Elina Braga de Lima e Silva
Acadêmicas
Sd Rosângela Costa
Sd Nélia Ferreira
Sd Eni
Isa
Vânia Maria Rodrigues Alencar – Majo QOSPM
Surpevisora do Departamento de Serviço Social / DS
