Pessoal, tenho uma historinha para contar:
Lá pelos idos de 1970, o meu pai (que ainda era moço) foi um companheiro do Seu Dito; mas companheiro em alguns bares do famoso Macambira Sul (hoje, Jardim América). Devido a isso, minha mãe, eu e meus irmãos tínhamos muitas dificuldades de frequentar o CEEEB, pois o meu pai sempre dizia que conhecia o Seu Dito e sabia que ele era um botequeiro. No entanto, o que meu pai não tinha percebido é que ele reformulou o seu caminho e, juntamente com outros missionários tais como Seu Evoídes, Dna. Abigail, Dna Cecília, Dna Madalena e minha tia Celina, fundaram, a partir de um lote doado pelo Seu Dito, uma Casa de Oração e um Hospital Espiritual (CEEEB).
Tal intento, mesmo numa época de muitos preconceitos, salvou muitas pessoas, tanto materialmente (cestas, sopas, pamonhas, leite…), quanto espiritualmente, por meio do conforto oferecido pela doutrina espírita e pela formação do caráter de dezenas de crianças, as quais, hoje, em sua maioria, possuem suas próprias famílias. No meu caso, quantas reuniões de desobsessão participei e que evitaram tragédias!
Mas o que quero dizer, na verdade, é que o maior vencedor dessa iniciativa foi o Seu Dito, pois ele, ao trabalhar, cumpriu uma das mais difíceis tarefas: A REFORMA ÍNTIMA. Hoje, o que eu gostaria de ver seria o meu pai, antigo companheiro do Seu Dito, conseguir tê-lo como exemplo, no sentido de provar que é possível substituir defeitos por virtudes. O meu pai, hoje, também está caminhando para o fim da encarnação (65 anos) e não mudou muito.
Não estou aqui para lamentar qualquer coisa, mas para dizer que o Seu Dito é um exemplo de como aproveitar essa breve encarnação e, se estamos vivos, como o meu pai também está, devemos aproveitar enquanto há tempo.
Grande abraço a todos.
Wesley