
Preocupados com a saúde do policial militar, o comando e profissionais da saúde da 7ª C.I.P.M realizou em 16/04/07, no plenário da Câmara de Vereadores um importante dia de palestras e outras atividades através do programa PAISPM. Policiais das cidades jurisdicionadas da referida companhia marcaram presença neste evento que contou com participação de Vânia Maria Rodrigues Alencar – Major Assistente Social e Coordenador do PAISPM; Lucimar C. de Almeida Santos – Sgt Psicóloga do HPM; Capitão Carlos Ailton de Oliveira – Comandante da 7ª C.I.P. M; Ten. Túlio Jorge Franco – Médico da C.I.P. M; Cabo Giuliane Giselle Vinhal Silva Vaz – psicóloga daquela companhia; Sgto Clauder e Sd. Kádmo – PAISPM Vida; juntamente com representantes de várias instituições que apóiam este programa.

Nossa reportagem começou ouvindo Major Vânia que falou sobre este acontecimento: “Este evento representa muito para nós e quero enaltecer o trabalho do comandante, Cap. Ailton a Cabo Giuliane, Dr. Túlio que pensaram de promover este evento que valoriza a vida e representa a preocupação e o interesse no cuidado com o policial militar em não só prestar serviço a comunidade, mas que ele também esteja bem, esta é uma preocupação que vai beneficiar a comunidade. Sou assistente social e coordeno o departamento de serviço social da Policia Militar do Estado de Goiás e para que estivéssemos aqui hoje tivemos o apoio do comando geral na pessoa do Comandante Geral Cel. Edson, Cel. Renato que permitiram que eu a Sgtº Lucimar, Sgtº Clauder e Sd. Kádmo que fazem parte do PAISPM nos deslocássemos até aqui. O objetivo é que façamos prevenção e promover tratamento pra quem está enfrentando o problema de uso indevido, que tem repercussões sociais importantes e completamente inadequadas para o exercício da nossa profissão. Foi importante a citação do Major Francisco porque a reivindicação inicial para nossa vinda ocorreu desde sua gestão, ele tem a sua contribuição desde a época que era o comandante e ele esteve aqui feliz com nossa presença e a realização deste evento”.
Cabo Giulliane, coordenadora deste seminário também falou ao contato10.com: “Diante das dificuldades que temos visto no quartel, notamos uma necessidade de ser trabalhada a saúde tanto física como mental porque um policial militar que esta bem física e mentalmente vai desempenhar um bom trabalho com produtividade, resguardando sua imagem e da corporação, começando dentro de sua própria casa todo bem que deve praticar no desempenho da sua função. Ao percebermos que alguns têm maiores dificuldades em evitar alguns males com índice até acentuados dentro da policia militar e diante destes fatos formamos uma equipe e decidimos estar trabalhando e montando um grupo de apoio não só para o militar, mas também para a família e com isto reforçar o apoio a este profissional, levantando sua auto estima e motivação em todos os setores de suas vidas, para que ele possa ter forças suficientes nas dificuldades da vida. Este foi o nosso primeiro passo com a palestra da Major Vânia e Sgtª Lucimar que desta forma implanta oficialmente o programa PAISPM em nossa cidade”.
Capitão Ailton, comandante da 7ª C.I.P. M fez o seguinte comentário: “Esse evento que teve como tema “A Importância da Saúde para o Desenvolvimento da Atividade Militar” revela a nossa preocupação com a valorização humana, do público interno, sua qualificação profissional, visando atender com qualidade e eficiência o público externo, desenvolvendo um serviço de segurança pública com qualidade. É indiscutível que a saúde é de fundamental importância para que possamos desempenhar bem nossas funções e nessas palestras tivemos um dia de reflexão onde foram abordadas alguma situações que interfere na saúde física, mental e espiritual do policial militar, temas sobre alcoolismo, dependência de substâncias psicoativas como drogas na sua maior adversidade possível e também a questão do estresse e sua influência na atividade policial militar.”
É com grande alegria que neste 15 de maio, dia do assistente social, saudamos os assistentes sociais do Brasil. Saudamos a UCG e todas as universidades que formam estes abnegados profissionais Brasil afora. Queremos destacar a importância do profissional desta área que desenvolve um trabalho árduo, sério, competente, caloroso, efetivo e verdadeiro na formação de homens e mulheres capazes de enfrentar a enorme problemática social vivenciada pela população goiana/brasileira, especialmente, àquela sem eira nem beira, excluída e marginalizada.
Os assistentes sociais emprestam suas vidas a conscientizar, alertar e conhecer a vida de seus semelhantes, e assim abrir caminhos para possibilitar um melhor encaminhamento e solução dos problemas de uma grande parcela da sociedade que são tratados de forma diferente. Profissionais que entreajudam a superar políticas manipuladoras e demagógicas para políticas públicas sociais promotoras do desenvolvimento social para todos homens e mulheres das cidades e dos campos. O desenvolvimento econômico só tem sentido com o desenvolvimento social integrado.
Nesse mais de meio século de regulamentação da profissão, o que é mais intrínseco à natureza dessa profissão, e que vem se confirmando no intercurso desses anos: a luta contra o desemprego, contra as desigualdades e contra a violência. Um compromisso tríplice tomado como distintivo da ação desse profissional. O debate sobre a superação das desigualdades sociais injustas e pela construção de uma nova sociedade sem explorados e sem exploradores. Sociedade de cidadania, promoção humana e assistência social verdadeira (SUS, Suas, conferências, conselhos, fóruns, movimentos sociais).
Críticos e comprometidos com a justiça social, com a realização de direitos humanos e com a ampliação da cidadania, o desempenho do assistente social justifica-se integralmente em uma sociedade onde a questão social reflete-se na vida de milhões de famílias e indivíduos. Após 70 anos de existência e 50 anos de regulamentação no Brasil, o Serviço Social identifica-se como a profissão cujos profissionais combatem, por ofício e por decisão ético-política, todas as formas de violação de direitos, discriminação e subalternidade. Os assistentes sociais executam suas atribuições com um ensejo claro: uma sociedade justa, formada por homens e mulheres completos, construída como manifestação não só de resistência às formas de violência, de ataque à dignidade humana, mas de consolidação de direitos sociais, culturais, econômicos e políticos.
Igualdade, trabalho e empenho contra todas as formas de violência e exclusão são disposições que atestam a importância desse profissional na reivindicação e na defesa pública das políticas sociais como resultado de seu pacto com os sujeitos protagonistas. Concebida e edificada historicamente, no palco de contradições sociais dentro da economia capitalista, o serviço social hoje é demarcado por essa intencionalidade profissional clara, amadurecida pelas lutas e conquistas no campo dos direitos, tantas vezes reconhecidos, mas nem sempre constituídos.
Neste dia do assistente social ressaltamos mais uma vez a importância de cada um e de todos/as. É importante que o mundo do serviço social tenha consciência que o resgate da história de 50 anos de profissão regulamentada deve ser retomado a partir da sua importância no presente, na vida de seus usuários, no empenho pela composição de direitos, no combate cotidiano a toda forma de injustiça. Somente com esse parâmetro, é possível estabelecer o futuro que ensejamos para a profissão e para nós, profissionais.
No entanto, há um contexto também tríplice de desafios para a profissão: fortalecimento de nossas entidades organizativas, incremento na qualidade da formação profissional, e empenho pela conquista de respeito profissional e ampliação do campo profissional e adequadas condições de trabalho. De saída, é preciso confirmar que a sociabilidade que defendemos exige uma intervenção qualificada, desprovida de preconceitos, municiada com saberes específicos, baseada na inteligência contida nos princípios éticos fundamentais, a favor da eqüidade e da justiça social, da universalidade de acesso aos bens e serviços. O compromisso com os interesses da população usuária não se realiza sem competência técnica (saber pensar, refletir e fazer), ética (saber ser, ter, comportar, ver e agir) e política (saber participar, organizar, partilhar e realizar o bem comum).
Esse compromisso deve sempre converter-se em uma intervenção direcionada na defesa dos direitos sociais numa conjuntura que, nos dias atuais, merece destaque pela transformação em curso, capitaneada por um projeto de Estado que tem referência máxima na cidadania e na democracia por um projeto de governo que tem compromisso político-programático, que fomente a consolidação dos direitos humanos.
Para além do discurso, o que nos anima a comemorar com esperança o dia do serviço social, é justamente conviver com o processo contemporâneo de reorganização, racionalização e ampliação de políticas sociais públicas que conformam hoje uma rede de proteção social no País nunca antes consolidada. O traço fundamental dessa história, escrita dia após dia no presente, é a mescla dos valores da ética, da democracia, da justiça social e da solidariedade humana com uma ação política republicana nascida de um pacto federativo comprometido com a universalização da cobertura de proteção social à população usuária de direitos e deveres sociais.
Nesse sentido, ser assistente social é rebelar-se contra a história de predomínio da indiferença e, ao olhar para o passado, construir no presente, em uma trajetória de responsabilidade civilizatória, o futuro que todos ambicionamos: cultura da paz, justiça social, oportunidades e chances iguais, progresso material e espiritual e assim o desenvolvimento sustentado para homens e mulheres do planeta azul. E neste dia é importante lembrar nomes como o de dom Fernando, dom Antônio, d. Washington, d. Antonieta, Eline, Tina, Maristela, Aparecida, Orelina, Terezinha, Athos, Regina, Climaco, Mariana, Regina Sueli, Sandra Faria, Neimy, Walderez, Maísa, Carmem, Eleusa, Marilene, Omari, Darci, Zezé, Leile, Gláucia e tantos e tantos nomes de gente lutadora, briosa, que fizeram e fazem história no Serviço Social.
Parabéns, assistentes sociais que fazem, todos os dias, com que a chama da esperança se renove dentro de cada um de nós e de todos brasileiros das cidades e dos campos/cerrados. Escolher a vida digna de ser vivida hoje e sempre porque um outro mundo é possível e desejável. História, memória, identidade e compromissos na vida e no trabalho, na família e na comunidade, nas universidades e na sociedade que queremos sempre mais e melhor, justa e fraterna. Vocês são pessoas, sujeitos, protagonistas e assim portadores de muitas alegrias e esperanças neste século XXI. Muitas, mil felicidades. Hoje e sempre.
Pedro Wilson Guimarães é deputado federal PT/GO. Ex-prefeito de Goiânia. Professor das universidades Católica e Federal de Goiás.