PAISPM entrega certificados de sobriedade a policiais militares

Chegaram ao fim nesta terça-feira (8) as atividades de 2009 do Programa de Prevenção e Tratamento de Dependentes Químicos, promovido pelo PAISPM. O encerramento, realizado no salão nobre da Fundação Tiradentes, recebeu a presença de cerca de 150 pessoas.



geraimg.phpEstiveram presentes à solenidade o vice-governador do Estado, Ademir Menezes, o comandante geral da PMGO, Cel. Carlos Antônio Elias, o gerente de saúde da PMGO, Cel. Cézar Pacheco, o diretor do HPM, Cel. Campos, o diretor presidente da Fundação Tiradentes, Ten. Cel. Elói B. C. Neto, entre outros.

Voltado ao tratamento de policiais militares, seus dependentes e pensionistas que sofram de dependência química, o programa teve suas diretrizes expostas pela chefe do Serviço Social do HPM, major Vânia Alencar. Criada há 13 anos, a iniciativa reúne diversas abordagens terapêuticas, como reuniões semanais em grupo e também assistência individual, apoio de equipe de saúde multiprofissional, palestras sócioeducativas e atividades de lazer.

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DSC00531Coordenadora do programa, a major Vânia Alencar relembrou episódios e pessoas importantes para a consolidação deste projeto, que já atendeu aproximadamente 700 pessoas. Ela mencionou a importância do apoio dos comandantes das unidades operacionais no estímulo ao tratamento do policial militar dependente e, especialmente, do papel do assistente social, que, muito mais que agir com amor, é um agente vital para a manutenção das políticas de saúde pública.

Emoção
Após a apresentação do Coro Terapêutico, um dos momentos de destaque foram os depoimentos corajosos e sinceros de alguns dos participantes do programa e seus familiares. Eles relataram de forma aberta os momentos mais difíceis e a complicada tarefa de reconhecimento do próprio vício, além da coragem de buscar tratamento.

DSC00527Todos foram unânimes em ressaltar o importante papel da família neste processo e, ainda, a eficácia do PAISPM. Em seguida, foram entregues certificados de sobriedade a todos os participantes por se manterem em tratamento constante e longo dos entorpecentes, alguns há até 13 anos.

Eles foram homenageados, ainda, pelo comandante geral da PMGO, Coronel Carlos Antônio Elias. Em um discurso intenso ele enalteceu a bravura daqueles que aceitaram dar testemunhos sobre um assunto tão delicado, e a importância de estratégias de saúde como o PAISPM em uma corporação. “Estas ações complementares são parte do legado que deixaremos às futuras gerações”.

Ao se emocionar, o comandante geral foi ovacionado pela platéia. Por fim, ele deixou uma mensagem de otimismo a todos os presentes. “Vamos procurar pontuar os acertos – que são absolutamente maiores – do que os erros. Hoje, o PAISPM nos ensinou queisso é possível”, finalizou.DSC00428


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operação arapoema de combate as drogas

        GEDC0133  Através de seu serviço de Inteligência, a Polícia Civil de Arapoema levantou os possíveis traficantes da região e com apoio do Ministério Público conseguiu junto ao Poder Judiciário a expedição de sete mandados de prisão para combater o tráfico de drogas na região, sendo um expedido para a cidade de Pau D’arco.

          PIC_0011Além desta importante medida judicial, o nobre Juiz da Comarca preocupado com outros delitos na região conseguiu a colaboração da Polícia Militar na deflagração de uma grande operação preventiva e repressiva, com o apoio do COE (Comando de Operações Especiais), juntamente com o GOC (Grupo de Operações com Cães, sendo que os cães farejadores foram de grande valia na localização de entorpecentes), GIRO (Grupo de Intervenções Rápidas Ostensivas) e outras áreas especializadas.

           GEDC1330Esta operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar se estenderá durante todo o fim de semana e já rendeu frutos positivos no combate do tráfico de drogas. Com Raimundo Francisco da Silva, vulgo Chicão, 43 anos, foram encontradas 640 gramas de maconha, um papelote de crack, celular e R$ 255,00 reais em dinheiro proveniente da venda de entorpecente na cidade de Arapoema; com Raimundo Nonato Oliveira Neto, 31 anos, foram encontradas 55 gramas de crack, celular e R$ 195,00 reais na cidade de Pau D’arco, sendo ambos autuados por tráfico de drogas.          

        GEDC0119Quanto ao último autuado, quando fomos consultar seus antecedentes criminais, descobrimos que o mesmo é foragido do Presídio Barra da Grota em Araguaina e da justiça, em consequencia demos cumprimento ao seu mandado de prisão que estava em aberto. Ainda apreendemos várias armas brancas e uma espingarda nas abordagens que foram realizadas.

             Na casa de Josimar Vieira da Silva, vulgo Pistola, 30 anos, encontramos 15 gramas de maconha e uma balança de precisão; na casa de Jankesley Correia Araujo, vulgo Dan, 24 anos, encontramos 38 papelotes e uma pedra de crack, num total de 10 gramas, além de celular, R$ 375,00 reais e um dólar e 10 pares de calçados falsificados, ambos da cidade de Arapoema. Quanto a estes suspeitos, por não se encontrarem em suas residências quando do cumprimento do mandado de Busca e Apreensão a Autoridade Policial representará pela prisão preventiva dos mesmos junto ao Poder Judiciário.

Outros autuações de menor repercussão também aconteceram no decorrer da operação.

        GEDC1350      Na avaliação do delegado de Polícia da Comarca, Dr. Adriano Marcos Alencar, esta operação atende os anseios da população da região que clama por segurança pública e se sente prestigiada quando as forças policiais se mostram atuantes e presentes.

 Adriano Marcos Alencar – Delegado de Polícia de Arapoema

Telefone: (63) 3435-1370 e 9977-3008

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Investir na tropa: garantia de qualidade de vida do servidor da PM

Tem gente que acha, até entre os que envergam a farda da gloriosa, que policiais militares são super-humanos, confundindo-os com máquinas telecomandadas, tipo andróides ou robôs, 24 horas no ar. As suas vistas embaçadas não deixam que percebam nos homens atrás das fardas seres humanos comuns, com direito a todas as emoções e também aos erros, capazes de  ajudar no crescimento humano e profissional.  Acham esses idealizadores que os PMs devem ser formados nas planilhas de algum cientista maluco, espécies de clones da raça ariana idealizada pelo nazismo de Hitler. Diariamente lemos matérias de gente famosa, aqui mesmo no DM, que apresentam conceitos simplistas sobre a segurança dos cidadãos. Colocam suas teorias no papel sem nada entenderem do assunto. Segurança Pública, conforme a Constituição Federal de 1988, é direito e dever de todos os cidadãos, portanto não somente uma exclusividade dos órgãos policiais. Um novo paradigma foi estabelecido a partir deste preceito constitucional, abrindo o leque da segurança pública para uma participação ampla onde estão inseridas as guardas municipais, os agentes de trânsito, as empresas particulares legalmente constituídas, e até mesmo o simples cidadão pode se transformar em eficaz agente da própria segurança com reflexos sobre a segurança coletiva. O legislador demonstrou sensatez e sabedoria, vez que está mais do que demonstrado que o poder público em qualquer esfera é insuficiente para o combate a criminalidade sem a participação dos seus cidadãos. Enquanto não houver uma consciência dos diversos segmentos sociais, públicos, privados e movimentos sociais, continuarão levando vantagem os políticos e administradores oportunistas.

            Sinto-me autorizado a emitir parecer sobre o assunto, visto que durante toda a minha vida profissional, meus melhores anos foram dedicados justamente na preparação escolar e profissional de policiais militares. Preparar homens para o serviço policial militar é um verdadeiro sacerdócio. Retirados da própria sociedade, não há uma fórmula, um sinete em suas testas que identifique de pronto suas virtudes ou os seus vícios.  Laboramos meses a fio, para, ao final dos períodos escolares, apresentarmos os pelotões de formandos dentro dos padrões mínimos exigidos, aparando-lhes as arestas indesejáveis. 

            Sou grato a Deus e aos companheiros da Polícia Militar pelos padrões que a corporação goiana desfruta, aqui mesmo e na esfera nacional. Somos uma das tropas mais prestigiadas do País, com um padrão salarial bem acima das coirmãs, portanto erram os que dizem que “a segurança pública está nas mãos de um efetivo cada vez mais sofrido e mal remunerado”. As melhorias são claras e evidentes. Atingimos na Polícia Militar uma qualidade de vida nunca vista em outros tempos. Praças e oficiais da PM goiana desfrutam hoje de estabilidade financeira e social. A grande maioria dos milicianos possui curso superior, a PM goiana conta em suas fileiras com profissionais qualificados nas mais diversas áreas do conhecimento. As condições de moradia e de locomoção melhoraram sensivelmente, dentro das condições financeiras adquiridas e com as facilidades dos prazos de financiamentos para aquisição de casas e de automóveis.

            Um fato inegável no contexto nacional é a falta de integração e de padronização entre os diversos organismos policiais em nosso país,  não somente em relação às Polícias Militares mas também e principalmente em relação às Polícias Civis, às quais competem legalmente a investigação e a formulação dos  processos criminais. Isto sim é um grande problema, como foi noticiado esta semana: marginais comandando o tráfico de drogas de dentro da Casa de Prisão Provisória através do uso de aparelhos celulares. Não custa repetir: as falhas são conjunturais, estão afeitas a todo o sistema, desde o Judiciário, o Ministério Público, as Polícias Estaduais e Federais, o Sistema Prisional e ainda a uma legislação penal fora da nossa realidade, que assegura regimes semi-abertos sem uma estrutura mínima para a reintegração social dos reeducandos. Também os políticos em todos os níveis levam suas parcelas de culpas, pois afinal de contas são os responsáveis pela aprovação das leis. O melhor seria que todos admitíssemos “mea culpa”, pois “aquele que não tiver pecado” que atire a primeira pedra. Atribuir falhas, encontrar culpados e crucificar os responsáveis é fácil. O difícil é se colocar no lugar dos pecadores e fazer diferente.

            Quem dá a forma e a transparência à Polícia Militar são os seus integrantes. Defenderei sempre que o Policial Militar precisa de um bem estar, físico, mental, psicológico, social, espiritual, para que possa corresponder às condições de trabalho exigidas. Não adianta colocá-lo na linha de frente para que desenvolva o seu papel junto a sociedade, se não houver um suporte na  retaguarda. Eis onde entra a tropa de apoio, exercendo um papel tão importante quanto os integrantes da operacionalidade: o pessoal especializado dos quadros de saúde, médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeutas, enfim, todos profissionais indispensáveis para a saúde do policial militar e de seus familiares. Investir na saúde da tropa, completar as lacunas existentes nos quadros de saúde para que a gloriosa PM goiana, uma decisão que refletirá substancialmente na qualidade do serviço policial militar e na imagem da Corporação.
Francisco de Assis Alencar é cel. PM R

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